CRYPTOMERIA JAPONICA

Por Gustaaf Winters
INTRODUÇÃO
A Cryptomeria japonica faz parte de um grande grupo de plantas, comumente chamada de Coníferas. O nome deriva-se de “cone”, em alusão ao órgão sexual das plantas que se reúnem nessa classe botânica. Outros aplicam o nome devido ao formato cônico da copa, característica de boa parte deles. Os cones muitas vezes são chamados de “pinha”, principalmente para identificar outro subgrupo de onde pertencem as Araucárias e os Pinheiros. Internacionalmente são chamadas de “evergreens” ou “sempre-verdes” dado à notável característica de atravessarem o inverno ou severos períodos de seca sem perderem o verde de suas folhas, embora isso não se aplique a todas as coníferas.
PORQUE AS ÁRVORES DE NATAL SÃO CONÍFERAS?
As coníferas possuíam, antigamente, uma relação religiosa com os católicos. Achava, a Igreja, que as árvores que se despiam das folhas, teriam que pagar o tributo de passar o inverno “sem vestimenta” para pagar algum pecado: um tipo de purgatório. As árvores que morriam no inverno, então... eram pagãs.
As “sempre-verdes” não. Eram puras, abençoadas por Deus, razão pela qual, até hoje se emprega as coníferas para decorar as festas de Natal. Aliás, os pinheiros se transformaram num verdadeiro símbolo do Natal.
A intensificação de uso das coníferas deu-se no final do século passado e começo deste, por paisagistas estrangeiros que aqui vieram executar jardins públicos e particulares. Os exemplares aqui aclimatados constituíram uma verdadeira coleção, valiosa embora esparsa e muitas vezes inacessível.

Cryptomeria japonica:

Trata-se de uma árvore de copa cônica com uma folhagem miúda, muito delicada e de rara elegância. Foi encontrada primeiramente no Japão e posteriormente na China.
É de um verde, discretamente azulado formado como se fosse galhos roliços, quando observadas fora de foco. Atinge normalmente uma média de 4-6 metros de altura, podendo atingir até 40 metros.
Gosta dos solos ácidos, das baixadas, onde a terra é preta e rica em matéria orgânica. São utilizados como quebra ventos, no sul do Brasil, suportando bem os climas frios.
Podem ser topiados porém, o bonito da Criptoméria, é exatamente a forma natural como se exibe. Suas raízes não são violentas. Podem ser plantadas em vasos grandes ou jardineiras a céu pleno, perto de piscinas, por exemplo.
É uma ótima idéia para quem quer empregá-la, na fase juvenil, como base de adorno nos enfeites natalinos. Como Bonsai também é muito utilizada.
Sua madeira é leve mas de alta durabilidade, facilmente trabalhável. Dela se extrai uma resina empregada para fabricação de verniz. As folhas têm também certo valor como adubo, devido a sua composição química balanceada.

A Criptoméria é hermafrodita. Na mesma árvore acontece, nas extremidades apicais dos ramos, órgãos sexuais masculinos e femininos.
Os femininos são chamados de macrosporófilos e apresentam aspecto de uma "alfacesinha" (de aparência espinescente) endurecida e medem 1,5 a 2 cm de comprimento.
Os masculinos são chamados de estróbilos que se assemelham a minúsculas bolas de beisebol, medindo até 1 cm de comprimento.
Podem ser reproduzidas por sementes (encontradas nos órgãos femininos) ou mais costumeiramente por ponteiros, lascados dos ramos, que se enraízam muito bem em palha de arroz esterilizada.
A Criptoméria é muito sensível aos "tripes" pequeninos insetos que têm o poder de ir secando os ramos de baixo para cima e de dentro para fora da copa. Quando isso acontece deve-se combater com inseticidas específicos logo no início dos sintomas.
Devem ser regados com moderação, pois detestam encharcamentos. Por isso o solo deve ser do tipo orgânico com areia para garantir boa drenagem

   

 

CARACTERÍSTICAS DA ESPÉCIE:

- Nome Científico: Cryptomeria japonica
- Nome Popular: Criptoméria, Árvore de Natal
- Origem: Japão, China.
- Porte: Normalmente de 4 - 6 metros, podendo chegar até 40 m.
- Propagação: Por estaca de ponteiro ou por sementes coletadas dos cones femininos.
- Iluminação: Sol pleno.
- Clima: Regiões de clima ameno
- Folhas: Lineares, verde-azuladas, dispostas helicoidalmente. No inverno adquirem -Coloração: amarronzada.
- Rega: Moderada no início depois dispensa cuidados. É sensível a encharcamentos.
- Solo: Fértil, bem drenado, com bastante matéria orgânica.
- Poda: Aceita, porém pode comprometer sua forma original.
- Doenças: Às vezes pode ser atacada por ácaros .Combater com acaricidas próprios. Regas abundantes podem ocasionar fungos. (antracnose). Neste caso , suspender as regas e combater com fungicidas à base de benomil ou oxicloreto de cobre.
- Uso: Em jardins orientais, jardins monocromáticos de tuias, Bonsais, em vasos como árvores de Natal.
Evitar de plantá-las em jardins tropicais, juntamente com palmeiras, bananeiras ornamentais ou jardins secos, com cactos.

   

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