UM “IPÊ BRANCO” RARO E DIFERENTE

Por Gustaaf Winters

Adoro novidades! Acho que deve ser característica de todos os paisagistas. Um jardim chama atenção pelo inusitado. É quando nela se encontra uma planta que ninguém viu ainda. Normalmente isso acontece quando se viaja para outros rincões. Não foi o que aconteceu dessa vez. Achei a novidade estranha no Facebook do nosso amigo Luis Bacher.  Comparo-o a uma “enciclopédia de plantas ornamentais”, ligado à Fazenda Citra da família Dierberger de Limeira. 
Numa dessas matérias sobre plantas raras, Luis descreve e revela mais uma de suas surpreendentes plantas. 

Os “ipês” mudaram de gênero botânico três vezes, desde quando comecei a me reconhecer como paisagista. No começo atendiam pelo gênero Tecoma. Depois, alguém mudou para Tabebuia. Agora atendem pelo nome de Handroanthus, em homenagem ao botânico brasileiro Oswaldo Handro (1908-1986). Vão se acostumando: quando você decora um nome científico, vem alguém e muda tudo!.
Se não mudaram nada, os “ipês” pertencem à família das Bignoniáceas. No Brasil são representados por 50 gêneros e 350 espécies. Umas 15 espécies foram introduzidas. 

Mas voltando ao assunto, esta matéria trata sobre um Ipê branco incomum. Um Handroanthus avellanedae, alba.
Mas essa espécie de “ipê” não possui uma florada cor de rosa? Então..... aí que ocorre a novidade! Lendo a matéria do Luis, ele revela o segredo. Foi o saudoso Dr. Hermes Moreira de Souza (Diretor do Setor de Plantas Ornamentais do IAC de Campinas) que achou essa variedade e forneceu ao produtor Dierberger “alguns galhos (garfos) para enxertar e nos incumbiu de preservar essa variação que segundo ele só se manteria se fosse propagada vegetativamente”, diz a matéria. Ou seja, teria de ser multiplicada através de enxerto e não por sementes. 
É nesse ponto que acontece a novidade. Os “garfos” (gemas/ borbulhas) não foram enxertados no “Ipê branco” comum. Foram enxertados no “Ipê roxo” - Handroanthus avellanedae, vem daí o sucesso do cruzamento.
 Quem leu até aqui deve estar se perguntando: E daí? Qual a novidade?

Handroanthus roseo albus
Handroanthus avellanedae, alba

1-) Acontece que esse “novo ipê branco” possui uma florada de 30 a 40 dias, ao contrário do outro cujas flores já começam a cair no terceiro dia. 
2-) A corola(conjunto de pétalas) apresenta uma coloração amarelada, ao contrário do “ipê branco” comum, que possui uma coloração mais rosada do lado de fora.      Veja a diferença nas imagens acima
3-) Embora o “ipê-branco comum” cresce até uma altura de 15 metros, a novidade atinge até o dobro.

As mudas enxertadas podem ser adquiridas na Dierberger Plantas:  box 14 do Mercado de Flores do CEASA Campinas

O ”novo Ipê branco” adulto – Dierberger Plantas – Limeira/SP
Detalhe da florada

FICHA TÉCNICA
- Nome científico: Handroanthus avellanedae, alba.
- Nome popular: Ipê branco gigante 
- Origem: Brasil. O porta enxerto (Handroanthus avellanedae) se exibe do Maranhão até o Rio Grande do Sul
- Familia: Bignoniaceae. 
- Porte: De 20 a 30 m.
- Crescimento: Rápido 
- Folhas: Caducas, compostas por 5 folíolos.
- Flores: Brancas com corola amalelada. 
- Sementes: As sementes são férteis. Só não se sabe se originarão exemplares com flores brancas.
- Solo: Profundo, drenado com presença de matéria orgânica.
- Clima: Tropical.
- Reprodução: Assexuada. As borbulhas são enxertadas em Handroanthus avellanedae – “Ipê roxo”.
- Uso: Por ser uma espécie de grande porte, aconselha-se a plantá-la em Parques, Praças e fazendas.

Plantas Interessantes

Lançamentos, curiosidades que você também poderá receber por nossos News letter.

 

Cadastre seu E-mail

Voce vai receber nossas notícias sobre cursos e informaçoes interessantes sobre plantas.

Digite o Resultado da soma: 2+3